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Os idosos e os cuidados com as quedas

Programas de  prevenção enfrentam barreiras como a fragmentação do sistema de saúde e falta de serviços de reabilitação.

Uma das consequências preocupantes do envelhecimento populacional será o aumento do número de pessoas idosas que irão sofrer quedas. A cada ano, cerca de 30% dos idosos caem e, destes, metade vai cair novamente. Em todo o mundo, aproximadamente 8 milhões de anos são vividos com incapacidade decorrente de quedas por pessoas com 70 anos e mais. Fraturas são consequências graves das quedas e estima-se que até 2040 haverá um aumento de 250% nos casos de fratura de quadril no Brasil.

Além do impacto na saúde física, as quedas geram insegurança e medo de cair, levando muitas vezes a restrição de atividades fora de casa. Embora sejam frequentes, as quedas não devem ser consideradas normais na velhice. Raramente são acidentais, mesmo em idosos ativos e independentes, e geralmente são resultado da combinação de múltiplos fatores de risco – biológicos, comportamentais e ambientais.

Calçadas esburacadas e em desnível, falta de atenção e problemas de equilíbrio são frequentemente as causas das quedas fora de casa. Idosos mais frágeis geralmente caem dentro de casa e têm múltiplos fatores de risco, tais como o uso de muitos medicamentos, fraqueza muscular, dor crônica, depressão, problemas de equilíbrio e dificuldade para andar.

A boa notícia é que a prevenção funciona. A recomendação do CDC (Center for Diseases Control), nos Estados Unidos, é de realizar o rastreio de idosos em risco de cair, avaliar de forma mais ampla os fatores de risco e intervir reduzindo os fatores que são modificáveis. Programas de prevenção incluem a revisão dos medicamentos, exercícios físicos estruturados, educação e eliminação de fatores de risco ambientais. Idosos frágeis com limitações funcionais precisam de uma abordagem multidimensional integrada realizada por uma equipe multiprofissional especializada. A implementação de programas de prevenção enfrenta barreiras como a fragmentação do sistema de saúde e falta de serviços de reabilitação na comunidade com profissionais treinados em geriatria e gerontologia. O cenário para as próximas décadas é alarmante e demanda ações estruturadas e integradas urgentes dos gestores de políticas públicas.

 

 

FONTE: gauchazh.clicrbs.com.br


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